sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Cool Girl

A garota fala descomplicadamente sobre um pouco de tudo.
Faz sintonia com as cores e ventos quentes do verão.
As palavras que saem de seus lábios são tão doces...
Na verdade não importa o assunto.
Me delicio e entro em delírio.
O modo como ela tira o cabelo da face me fez de bobo.
Olhos cintilantes como uma nova galaxia.
Sorrio apaixonado, faísco centelhas de sentimentos.
Ouço sua voz chamar com a sinfonia mais bela;
É uma pena, não parecia pra mim...





quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Com os Mesmos Olhos

Estar no controle mesmo perdendo a cabeça.
Limpar os pedaços de vida deixados no chão.
Abraçar a indolência e os outros lindos capitais.
Se alimentar como um abutre faria em uma carcaça na estrada.
Reservar o direito de estar triste ou explodir em ira, mas não todos os dias.
Não querer o pouco e almejar o sol e a lua.
Jamais ter medo das vozes incessantes na cabeça.
Retirar o mal com o pouco bem que faz.
Desejar como se fosse a primeira e a ultima vez.
Fazer da miséria uma riqueza sem limites.
Sorrir com o corpo inteiro.
Não mentir ou acobertar. Se queime com a verdade, é lindo.
Nunca esquecer de dizer o quanto você é importante a si mesmo.
Dar valor ao que merece ser dado, mesmo que isso seja uma via de mão única.


Agradecer o que fazem por você...



Deixar o amor reinar.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Rigidez

Desce o frio do céu, sobe o fogo da terra; Ainda que invisível a dor "dói".
Cada semblante imaginado é atirado na cara tão rápido quanto uma arma pueril.
São dois rios que se cortam, são nuvens que se misturam num único desenho.
-Hey, me diga oque vê? -Aquilo é "isso". -Ah! Era exatamente isso!
O preenchimento das lacunas indignam a repulsa.
Por tempo de menos, aceita oque é lhe é oferecido.
É pequeno por fora, mas verás que dentro é infinito.
Por tempo de mais, absorva o vácuo que vê.
Sem fim, sem mesuras.

O vermelho borrado, a comida deixada de lado.
O vazio no peito, a lesura da mente.
Está numa pequena caixa, sem enfeites e sem travas.





Ps.: Para que as palavras criem vida, é preciso antes de mais nada, inventá-las. Tomo a liberdade para tal.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Limiar Da Luz Apagada

A distancia se expande a medida que o abraço diminui.
Não sou bom em recomeços - ninguém deveria de precisar.
O credo ofusca o clero e a prece se perde. Palavras imunes.
Relógio travado e coração partido. Sem ponteiros e sem limites.
A dança dos dias é lenta como o sol. Machuca sempre.
Enquanto meu algoz ronda soberbo, eu seguro o ardor que fere e cega.
As correntes fazem que eu me torne o único alvo.
Não cabe a nós decidir. Cruz e espada, platinados com benção.
Com um singelo passo a diante você veria que eu apaguei.
Há uma montanha de versos esperando para serem libertos.
Ande comigo, sinta comigo.
Quando o chão girar e a luz resplandecer, quem sabe você ilumine meu coração;
meu enegrecido coração...


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Memo

O calor do corpo se esvaece, o frio toma conta.
Por fora, forço um sorriso e está tudo bem.
Eu me importo sim com a tristeza e sofrimento alheio, por isso essa implosão.
Cada passo que dou me consome e machuca.
A falta sua está destroçando o resto de bondade que eu acredito existir.
E dói, e dói.
Sem a clareza do dia, que tudo que eu faço para entorpecer minha visão funcione.
Que eu não acorde de madrugada com essa dor e falta de vontade.
Que minha manhã não seja desperta com esse maldito pesadelo único.

Sei que você não se importa do mesmo jeito que eu e também sei que te dói.
Não podemos comparar dores ou amores, mas eu não desejo isso a ninguém;
Eu te amo, e não importa o tempo ou as atitudes que rolem; Se eu estiver vivo, serei sempre seu.