terça-feira, 6 de outubro de 2015

Histérico Sintético

A lástima que escorre nessas nove horas sentado, buscam o sentido;
Há de ter sentido num breve intervalo, cheio de correria.
As lamúrias ofuscados por um som repetitivo porém cativante.

Um curta-metragem, com direito há uma belíssima trilha sonora.
Esquece o sol, esquece o sono,
reina sobre a vida que rege.

Vizinhança de Sordidez, que hora vem, hora vai.
Como se criasse na hora, sem prévio ensaio.


Tudo que se é mostrado, é um rastro do real júbilo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Cm7 Diminuto

Oque eu devo escrever? Alguma desculpa esfarrapada pela vida.
As piadas sem graça do dia-a-dia.
Um sentimento sem nome.
Talvez, deva cortar um pedaço de pele.
Quem sabe, não seja da dor que sente falta?
Vão queimar até as cinzas.
Em meio as preces, pudera limpar os joelhos, quando em quando.
"Nonsense" de todos os dias.
Esperto foi aquele que trocou um olho por sabedoria.
Poderá assim, continuar evoluindo, mesmo com a dor que sentes.
E quem, entre todos nós, vive sem dor?

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A.F.I.

Os olhos não piscam no escuro;
É impossível ver.
Os dias que doeram... Não mais;
A presença ama e é amada.
Os passos tropeços;
Eu te dou uma certa vantagem.
Os pedaços de papel no chão;
Eis que você pode ler.
Os sussurros interrompidos;
É simples assim.
Os lábios em movimento;
Sinta o que está por dentro.
Os laços criados;
Inquebráveis.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Rabisco

O grito é lançado ao escuro. Solto e leve.
Deve por vez -  se não por hora -  resgatar o sangue perdido.
Não é nada além do que é. É tudo.
Satisfaz ao revés, encanta com o zelo. Estranho.
De todos os clichês, a morte é o mais repetido.
Porque toda vez que não te vejo só penso em uma tenuidade.
"Não sou nada sem você"

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Brilho Repetido do Que Já Havia Dito

O lapso que rasgou o tempo perdeu o sentido de ser.
A monotonia é muito bem vinda.
Quando arrisca aumentar o volume, se surpreende.
Pequeno refrão/verso/refrão que te faz sorrir.
Murmura em chamas pelo frio que padece.
Sabe que é aqui e agora.
Pode refletir, o tempo para.
Não é que as cicatrizes sumam, elas doem menos.
Segue o rio e brilha com um sorriso estampado no rosto -  é o que temos.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Réquiem

Na dança que recria, o mar para e escuta-fala.
Diz que foi, que não voltará. Aqui está.
Sedento por razão, que tanto menospreza o ser.
Corre-corre de mãos dadas, tropeços, irremediáveis.
Deixa a estrela brilhar, sem desvios.
O que foi que você disse? Oque foi acontecer?
Um pingo, um quilo, uma musica.
Queimem, rasguem, dilacerem.
O espelho está ali, basta ver.
Por um triz, rebaixa a vida sem inutilizar.
Há uma historia que se é contada.
Todos os dias ela começa e termina.


segunda-feira, 13 de abril de 2015

I hate myself and I want to die

As palavras de outras pessoas foram usadas com exito;
Irrelevante, pois agora estou decrépito e mórbido.
Os olhos estão feridos, e a luz mais uma vez é rejeitada.
Você sabe que quando te batem você deve revidar...
Talvez um dia a vida o faça, mas talvez ela já havia feito.
Os segredos que sei, permanecem aqui. Não sou como eles.
Se pareço estar indignado, é apenas ódio. De mim,e somente meu.
O leito que uso, resplandece as feridas (in)contidas no peito.
Sei que devo sofrer, mas não a hora determinada a isso.
Os regalos estagnados se juntam pra dizer: Eu avisei.
Enquanto a miséria paira, sinto a ferrugem na boca.
Enquanto meu coração se fecha, sinto a asa que ofereci doendo.
Por tudo e por tanto, entrego o que não sou ao acaso.
Aqueles ditados ensinados no berço, nunca se aplicaram a nada.
Há uma ponte, esperando meu cruzamento.
Se uma lágrima for derramada nesse dia, ela encherá um oceano inteiro.

terça-feira, 10 de março de 2015

A Dança

Por quanto tempo foi possível ver a Aurora depois de nascida? Há indícios de que Ela já havia partido há muito tempo, e oque estava ali era apenas o passado fragmentado que ainda ecoava.
Houveram pessoas que se ajoelharam e juraram lealdade a Ela, mesmo sem poder ver ou ouvir. Essa pessoas A sentiam...
Foi assim que os rabiscos saíram do papel e forçaram Ele a se redimir. Outrora, o riso que os salões da verdade lançavam, era sempre de admiração e festança. Hoje, os 12 mal se falam e ficam afastados por linhas desenhadas e delineadas.
Vez ou outra, se arriscam: Saem correndo e confundem o resto do mundo. As vezes param, e não adianta o quanto você os olhe, não se movem por nada.
O vidro que os cobre, coisa chique e complexa, é polido com afinco. Hoje, poucos os que não são escravos deles.
Pode ser que um dia, eles resolvam nos abandonar. O mundo voltaria a ser nosso, e nenhuma pressão estaria presente.
Agora me vou, que já deu meu tempo.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Mapa

O recato não faz parte do meu paladar.
Arrisco frases sorrateiras, minuciosas - Precisas.
Quero com afinco, o peito fincado no sangue.
Depressa a derramar, sem pressa a lamentar.
Cada gota transpira o bem/mal.
Realismo surreal, fazendo as margens borrarem à vista.
Numa pegada esperta, o riso sai sem querer.
Quando recua e me mostra, sinto o cheiro dela...
usando sua capa taciturna;
Quid pro quo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

7 minutos

O fato foi feito. É forte, é ferro.
Mãos em sangue, sorriso no rosto.
Lágrimas nos olhos.
As rimas são todas as mesma.
O sentido já não há, assim como o ar.
Eu aqui a te querer, eu aqui a te sentir...
"É só o meu palácio mental", disse a mim mesmo.
Em cima das cartas, estava uma caixa com fotos.
Todas elas, me fizeram chorar...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Cool Girl

A garota fala descomplicadamente sobre um pouco de tudo.
Faz sintonia com as cores e ventos quentes do verão.
As palavras que saem de seus lábios são tão doces...
Na verdade não importa o assunto.
Me delicio e entro em delírio.
O modo como ela tira o cabelo da face me fez de bobo.
Olhos cintilantes como uma nova galaxia.
Sorrio apaixonado, faísco centelhas de sentimentos.
Ouço sua voz chamar com a sinfonia mais bela;
É uma pena, não parecia pra mim...





quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Com os Mesmos Olhos

Estar no controle mesmo perdendo a cabeça.
Limpar os pedaços de vida deixados no chão.
Abraçar a indolência e os outros lindos capitais.
Se alimentar como um abutre faria em uma carcaça na estrada.
Reservar o direito de estar triste ou explodir em ira, mas não todos os dias.
Não querer o pouco e almejar o sol e a lua.
Jamais ter medo das vozes incessantes na cabeça.
Retirar o mal com o pouco bem que faz.
Desejar como se fosse a primeira e a ultima vez.
Fazer da miséria uma riqueza sem limites.
Sorrir com o corpo inteiro.
Não mentir ou acobertar. Se queime com a verdade, é lindo.
Nunca esquecer de dizer o quanto você é importante a si mesmo.
Dar valor ao que merece ser dado, mesmo que isso seja uma via de mão única.


Agradecer o que fazem por você...



Deixar o amor reinar.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Rigidez

Desce o frio do céu, sobe o fogo da terra; Ainda que invisível a dor "dói".
Cada semblante imaginado é atirado na cara tão rápido quanto uma arma pueril.
São dois rios que se cortam, são nuvens que se misturam num único desenho.
-Hey, me diga oque vê? -Aquilo é "isso". -Ah! Era exatamente isso!
O preenchimento das lacunas indignam a repulsa.
Por tempo de menos, aceita oque é lhe é oferecido.
É pequeno por fora, mas verás que dentro é infinito.
Por tempo de mais, absorva o vácuo que vê.
Sem fim, sem mesuras.

O vermelho borrado, a comida deixada de lado.
O vazio no peito, a lesura da mente.
Está numa pequena caixa, sem enfeites e sem travas.





Ps.: Para que as palavras criem vida, é preciso antes de mais nada, inventá-las. Tomo a liberdade para tal.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Limiar Da Luz Apagada

A distancia se expande a medida que o abraço diminui.
Não sou bom em recomeços - ninguém deveria de precisar.
O credo ofusca o clero e a prece se perde. Palavras imunes.
Relógio travado e coração partido. Sem ponteiros e sem limites.
A dança dos dias é lenta como o sol. Machuca sempre.
Enquanto meu algoz ronda soberbo, eu seguro o ardor que fere e cega.
As correntes fazem que eu me torne o único alvo.
Não cabe a nós decidir. Cruz e espada, platinados com benção.
Com um singelo passo a diante você veria que eu apaguei.
Há uma montanha de versos esperando para serem libertos.
Ande comigo, sinta comigo.
Quando o chão girar e a luz resplandecer, quem sabe você ilumine meu coração;
meu enegrecido coração...


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Memo

O calor do corpo se esvaece, o frio toma conta.
Por fora, forço um sorriso e está tudo bem.
Eu me importo sim com a tristeza e sofrimento alheio, por isso essa implosão.
Cada passo que dou me consome e machuca.
A falta sua está destroçando o resto de bondade que eu acredito existir.
E dói, e dói.
Sem a clareza do dia, que tudo que eu faço para entorpecer minha visão funcione.
Que eu não acorde de madrugada com essa dor e falta de vontade.
Que minha manhã não seja desperta com esse maldito pesadelo único.

Sei que você não se importa do mesmo jeito que eu e também sei que te dói.
Não podemos comparar dores ou amores, mas eu não desejo isso a ninguém;
Eu te amo, e não importa o tempo ou as atitudes que rolem; Se eu estiver vivo, serei sempre seu.