segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A Dama Púrpura

Os vívidos dela o puxaram pra perto. O som que saia dos instrumentos dos músicos pararam e só se ouvia um zumbido ao fundo. O vestido púrpuro que ela usava o fez receber esse nome - e ela gostou.
A conversa interminável não aborrecia, e nem mesmo cansava. Os olhares do "mundo", eram bizarros e ranhosos. Se alguém se aproximasse, seria degolado em instantes por aquela bolha envolta deles.
Não se ouvia nada, não se via nada. Todas as coisas se tornaram irrelevantes e então se beijaram.
Se exibiam e se embriagavam do próprio ar.
O vento sussurrava em seus ouvidos, mas ele ignoravam.
Se podiam ter um ao outro, nada mais importava.
A verdade é que permanece indubitavelmente; Se amam.


0 Confessaram:

Postar um comentário