sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Untitled

O passado já não é o que foi. Uma vista de olhos revela que a memoria é traiçoeira.
Segue-se reto a ironia de não saber nada - confuso demais/pseudo sabe tudo.
Eu não estou aqui. Não há ninguém aqui.
Numa tarde enrustida de aurora, as palavras escritas esvaecem com sutileza.
Não existe choro,pois uma vez que se entra ele foi abandonado.
O rasgo no tempo e espaço abre novamente uma entrada.
Dancem com os fantasmas, pois eles gostam de doçura.
Uma pequena melodia ecoa na atmosfera apenas pra cantar que tudo vai acabar bem.


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A Fome

Por dentro o vazio suga e repele; Sujo.
Não há de saciar-se; É infinito(por tempo ou sem tempo).
Os olhos que me seguem não possuem nenhum pudor - assim como os meus.
Nada se aplica ao entendimento - se faz sentido, então não há razão vil.
É que hoje, eu resolvi abrir os olhos.
Essas lentes do mundo, que mostram tudo que você quer ver.
O que sobrar, além da história, são apenas memórias;
Não irei me agarrar a elas, mas sim, viver com elas novamente.
No vazio do sono, entregarei novamente minha alma...

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Intermission - Harley Queen - End Intermission

Sejam bem vindos ao fantástico(não confundam com a T.V.) mundo do Harley Queen! Aqui, onde Luz e Trevas se envolvem, tudo é de todo mundo, e nada é de ninguém.
A porta está aberta, ou será que está fechada? Não se sabe, afinal isto é um conceito ultrapassado - não se cerca o "mundo".
Vejam como todos aqui sorriem; As lágrimas não são mostradas, pois já escorreram todas na entrada - que não existe.
Não se pode reclamar; Veja bem, qual o problema? Não existe certo, ou errado.
Feio ou bonito é uma questão de opinião ou gosto? Não são a mesmíssima coisa? Ora pois, como alguém pode saber!?!?!
A cada ato feito para o bem, você ganha um monte de nada. A cada ato maldoso, você ganha o mesmo tanto, porém, cuidado... Existe um sino, e ninguém sabe por quem ele dobra.
Pouca poeira na entrada(ou será saída), indicam mudança constante, mas sempre são os mesmos rostos(embora os nomes mudem de quando em quando).
No alto da pedra, sentado como quem não quer nada(ou como quem quer tudo) está uma pessoinha.
Não há necessidade de saudá-lo, nem mesmo de lembrar que ele está ali(bobo dele que não usa almofadas). Ele(ela?) é sustentável, e está muito bem, obrigado!
O mundo inteiro cabe ali, mas o espaço é bem pequeno. Talvez o mundo seja pequeno, talvez exista gente demais. Ou talvez seja exatamente o contrário(só que invertido de cima pra baixo).
HaHaHa! Vamos rir, vamos dançar. Não deixaremos nada nos abalar(rima feia, mas funciona).
A comédia não passou nem perto. A tragédia não sabe nem quando está com fome.
Viva esse mundo! Que jamais você saia dele, mas olha, não se esqueça de entrar viu?
Até a próxima!

A Dama Púrpura

Os vívidos dela o puxaram pra perto. O som que saia dos instrumentos dos músicos pararam e só se ouvia um zumbido ao fundo. O vestido púrpuro que ela usava o fez receber esse nome - e ela gostou.
A conversa interminável não aborrecia, e nem mesmo cansava. Os olhares do "mundo", eram bizarros e ranhosos. Se alguém se aproximasse, seria degolado em instantes por aquela bolha envolta deles.
Não se ouvia nada, não se via nada. Todas as coisas se tornaram irrelevantes e então se beijaram.
Se exibiam e se embriagavam do próprio ar.
O vento sussurrava em seus ouvidos, mas ele ignoravam.
Se podiam ter um ao outro, nada mais importava.
A verdade é que permanece indubitavelmente; Se amam.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Sem/Com

A estrada não tem fim. Não existe arrebatamento.
Por mais que se divirta agora, logo em seguia você irá se entediar.
O vulto de um culto, que leva a guilhotina nas costas.
Existe força, existe poder. Enfim, não sabe oque há de ser.
Frio e quente, sem precedentes.
Nada existe como ele pensava(criava).
Há de ser oque o mundo precisa, por que convenhamos, assassinos já existem muitos.
Vencer a si mesmo todos os dias.
Perder pra si mesmo toda hora.
Há uma caixa vazia com o meu nome escrito; ela apenas aguarda que eu faça as honras.