sexta-feira, 6 de junho de 2014

Kill Lua

Ele se perdeu. Não sabe mais achar a música.
Fecha os olhos e abre a alma, mas não sente o toque harmônico.
Nem na sua cabeça, consegue mais formular os zumbidos que antes viravam canções.
Chato. Massante. Irritante.
Abre um livro. Busca amor.
Lá fora - perto dos homens - há de haver algo que o encante.
Ele não quer ser encantado.
Quer de volta o infinito. Anseia por fogo, daqueles que a água não apaga.
O brilho da noite enche seu rosto de solidão.
Se pergunta se lá - na Lua -  poderia estar a resposta.
Ele sorri sem querer.
Uma solitária lagrima desce pelo rosto.
Enquanto fecha o mundo ao seu redor, risca na mente desenhos mudos.
Ele vai matar a Lua.




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