segunda-feira, 2 de junho de 2014

Fantasmas

Não é a dor que consome a luz;
O fato é que não há motivos - ou razão - para sair da penumbra.
A vida se torna a cada dia mais chata, e eventualmente, cinzas serão sopradas.
Os olhos estão pesados e da cor que um dia foi admirado por ti...
As palavras são profundas, caras e dadas em abundancia ou escassez.
Talvez um livro seja aberto. Talvez, o final feliz te seduza;
Apagar as sórditas ideias que vem tão rápido, e ficam tanto tempo.
Não poderia deixar de resgatar algo do mar;
Não viveria(mesmo que sem gosto) por uma simples pedra;
Ela teria que ser mais. Eu haveria de conhecer o teu gosto e valor.
Somar tudo e perceber que não te darão o tempo que deseja - nem que precisa;
Levantar de novo, deitar de novo - dislexia.
Uma palavra se tornar uma frase. Uma frase se tornar um texto.
Um texto se tornar um livro, e depois de ser jogado fora, queimaria e subiria à cabeça.
Há sempre uma caixa escondida com obscuridade.
Abra os olhos e me diga oque vê;
Doces toques prontos para dois.
Desespero na estrada certa - ou não.

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