sábado, 21 de setembro de 2013

Matrix Reverso

Não existe nada. Tudo é inventado. Estamos trancados numa cadeia em forma de bolha, cheio de tubos que nos dão alimento liquido, apenas para não definharmos. Não importa oque você faça, não importa o que você seja. Mentiras. Somos uma humanidade escrava. Escravos de máquinas, de comida, de necessidades. Somos escravos de nós mesmo.
"Tudo é uma cópia de uma cópia de uma cópia". Nada é original desde .... sempre.
As idéias que me interessam, são mórbidas ou ilegais. Não temos uma vida. Não adianta acordar cedo, trabalhar, juntar dinheiro, se tornar algo mais. Vamos todos ser substituídos por algo perfeito, cedo ou tarde. Seremos substituídos por pedras brilhantes, com vontade própria. Seremos trocados, por rosas negras, que crescem somente a noite. Vamos todos perder tudo, mas a verdade é que nunca conquistamos nada.
A nossa impotência perante o mundo revolta. Somos fortes? Somos Inteligentes? Não. Nós sabemos somente aquilo que eles deixam. Tudo que não entendemos é "chato" ou não tem importância. Tolos. Isso que somos.
Eu queria ter força suficiente pra seguir em frente, mas não me foi dado isso.
Você faz falta pra mim. E não importa o quanto digam que isso vai passar, a verdade é que sempre alguém morre.
Estou tentando ser a rajada de ar que mudará alguma coisa nessas terras insipidas.
Mas a verdade é que sem o seu toque, sou tão importante quanto a mentalidade humana. Sou vazio.
Saiba que te quero, e não importa oque você faça, isso não vai mudar. Eu posso passar por varias mudanças. Eu posso estar com uma casca limpa e brilhante, mas sem você, nada sou.
Não preciso dizer oque sinto, você sabe tudo isso.
Não quero te cansar com esses relatos delirantes.
Somente com você, posso tentar mudar oque tudo isso é.
Um beijo doce, e volta logo.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Fogo Fátuo

Nos limiares daquela noite, com todos os seus barulhos a  flor da pele, algo estava acontecendo.
Havia um cheiro de morte incomodando o inquilino, que procurava audaciosamente por um animal morto, ou alguma razão para tamanho fedor.
Andou pelos corredores, pela cozinha, pela sala, por todos os cantos permitidos daquela casa. Nada encontrou. 
O cheiro, se é que se pode chamar assim, ia e vinha. Era como uma peça sendo pregada pelos veteranos em um calouro qualquer.
Tentou dormir novamente, mas além da insatisfação daquele odor, estava muito barulhento lá fora.
Ficou imaginando como as pessoas conseguiam dormir com aquele alvoroço. Eram barulhos diversos, desde chiados de insetos, até declarações de amor. Era uma rua estranha aquela. Sempre fora.
Quando estava quase caindo no sono, o fedor parecia ter aumentado drasticamente. Nem mesmo nos seus sonhos se livrava do cheiro. teve vontade de gritar, mas isso acordaria todo mundo. Não morava sozinho. Tinha uma conjugue, que estava num sono tão pesado, que só poderia ser à base de algum analgésico. Talvez ela tivesse tido um dia ruim. Talvez ela tivesse tido um dia bom. Ele fez todo silencio que aguentou e levantou novamente.
Caminhou dessa vez, até o banheiro. O espelho estava embaçado, e ele limpou como uma toalha que ali estava. Seu rosto parecia normal. Olhos fundos, boca seca, cara amassada e os propícios olhos vermelhos, que vez ou outra, ficavam ainda mais vermelhos, dando a ele uma aparência demoníaca. Ele odiava o que via. 
O cheiro não se afastava e então começou a se lembrar das histórias contatadas a ele quando era uma criança. Sobre seres enviados das profundezas do inferno, com seus agouros e cheiros. Seria possível  que um demônio estivesse sondando ele? Era de se esperar, que alguém mais sentisse a carniça que pairava ali, mas ninguém parecia sentir nada. A insanidade, misturada com pensamentos lamuriosos, começaram a reinar ali. Ele via sombras dançarem em todos os lugares. Sentia que estava sendo observado por alguma coisa. A sensação era horrível. 
Como todo bom pagão, ele rezou no seu desespero. Pediu à qualquer um pra livrar a sua cara horrenda daquele mal, que parecia se aplacar e se aproximar rapidamente.
Foi quando ele viu algo que sabia que jamais poderia compartilhar com ninguém. Nenhuma pessoa acreditaria. Diriam que foi um delírio noturno, cansaço, qualquer coisa. Mas a verdade é quele sabia o que era. 
Um estranho vulto, parou na sua frente. os sons, todos aqueles barulhos infernais, cessaram. A escuridão envolveu os dois, sem parecer querer soltar.
O vulto estendeu um papel para o jovem infortunado. Ele leu, mas não era capaz de reproduzir o que lia. Não dava pra assimilar com nada mundano. Levantou a mão, e pelo que pareceu uma eternidade, pronunciou coisas sem sentido. Rasgou um pedaço do dedo, deixou escorrer o sangue naquele pergaminho velho. 
O vulto estremeceu até sumir. O cheiro se foi.
O rapaz, que parecia menos indagado que antes, voltou pra cama e dormiu instantaneamente.

terça-feira, 5 de março de 2013

Concentração

Não se pode medir quanto tempo ele está parado ali.
Seus olhos estão vidrados, e num transe continuo.
Nada faz sua atenção se distanciar.
Nem o fogo do sol, nem o gelo da lua.
Nesses dias de eterno amor, ele não vê mais nada; Só ela.
O exito que ninguém realmente acha que um dia vai encontrar.
Pessoas que se dizem espertas, ficando tão ultrapassadas quanto um programa de T.V.
Mas ali, naquele mundinho privado, a vida se safa fácil.
Os machucadinhos que ambos tem, são tratados um pelo outro.
Declarou alto que não precisava de mais nada.
Viu que o queria, estava bem ali.
Tudo que sabe é que quer sentir o pra sempre.
Criar asas pra poder envolvê-la em seus braços, e não ser mais preciso dizer que ficará tudo bem;
Ele vai saber.
A coroa que jogaram no chão, faz o simbolismo de tudo isso se arrebatar.
Enchem juntos, a pele e mente, de boas recordações.
Juntos, fazem o sol parar. Podem até fazer a lua ser eterna.
Pouco a pouco, o mundo se torna um lugar radiante.
Se ela se entregou a ele, deve ser dito:
- Ele também é dela!


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Anna, Aquela Que Nunca Existiu

A mensagem na tela do celular dizia "mais um dia, por você". Anna não entendia por que aquele garoto estranho depositava nela tanto amor. Nem sabiam ao certo quem eram. E mesmo assim, nutriam um pelo outro um fascínio esmagador.
Pensou em Jacob. Ficou imaginando ele, largado em sue apartamento. Imaginou o que ele poderia estar fazendo e logo, teve a sensação de que algo estava passando.
Ela havia tentado ligar pra ele muitas vezes, mas ele não atendia nunca.
Nessas noites que se passaram após o encontro do dois, Jacob tinha se mostrado um um perfeito cavalheiro. Anna sorria. Como um rockstar sinistro podia ser tão legal? A verdade era que ela queria vê-lo a todo momento.
O dia todo, calcificou a hora de poder ir até ele. Colocou sua melhor roupa, fez muitos planos.
Ligou pras amigas, que não deram a minima. Tentou falar com a mãe e com os irmão, sem sucesso.
Poderia tudo explodir, Anna só queria saber de Jacob.
Ela se aprontara num instante, dado a chegada da noite. Foi verificar no espelho, pra saber o quão linda estava.
Foi no espelho que entrou em imensa perplexidade. Ela não se via. Era outra pessoa que habitava o outro lado. Um garoto pálido e triste, com uma guitarra jogada no colo. Lágrimas escorregavam por entre seus olhos enquanto ele fumava compulsivamente um cigarro. Era Jacob que estava ali. A visão a atordoou. Oque seria aquilo? Que tipo de explicação poderia se caber a esse ato?
Jacob pegou o celular, e digitou uma mensagem. Anna se esgueirou na frente do espelho para ler, e ficou absorta com seu conteúdo.
"Mais um dia, por você".

Comatose

Pois bem, é isso.
Um coma, estado transitório.
Te vejo sorrir. Nada posso fazer.
De tanto ter, a cabeça agora é explosiva.
Desligue o plugue que me faz viver.
Não sei quando chegou a aurora.
A noite veio e se foi. Cheia.
Prata rasa, ouro espesso.
Me diga uma coisa, mas com calma.
Quem somos nós?


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

(eu) Não Deveria Ser Nada

Há um conflito que revelam seres tristes e masoquistas.
Os respaldes usados com notas musicais tristes de um blues perdido, sem entoar nada.
A chuva lava os rastros de um assassinato no chão.
Talvez, mesmo que com tom taciturno, as aves voltem a cantar sorridentes.
A poesia abandona aqueles que não tem emoções lúgubres.
Deixa ao relento indeciso da luz fraca da noite.
Perceba que mesmo aos poucos, tudo se embeleza.
Não se pode viver na estrada por muito tempo.
Somos todos vidros quebrados, se abraçando e tentando se unificar.
Conhecer oque é a pureza de estar em casa, seja ela onde for.
No retorno de tudo isso, os raios da certeza irão prosperar. De novo.
As sombras também brilham no seu maior íntimo.
Não há tempo para ser feliz, desde que você saiba oque é isso.




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Anna, Do lado de Fora

A constante mudança de assunto na mesa de jantar a deixou irritada. Suas amigas sempre faziam isso. elas nunca concluíam assunto algum.
Ela virava a cara, e tomava um gole de seu suco "batizado". Sairia dali, seja pra onde for, sem saber nem seu próprio nome.
A mãe, figura quase inexistente, disse umas três vezes pra ela se cuidar. Mas isso, tinha sido há muito tempo.
Hoje, Anna sabia o que queria. Ela queria esquecer. Esquecer o que tinham feito pra ela. O que ela tinha feito pra si mesmo.
No paradoxo da noite, onde festas e orgias tomavam conta de tudo, nem mesmo as drogas deixavam ela animada mais. Todos aqueles caras mimados, que jamais teriam que mover uma palha pra se sustentar, não faziam mais efeito algum pra ela.
Naquela noite, resolvera ir à um show de rock. Uma banda muito famosa e seus ícones destroçados.
Perambulou por entre a multidão sem dar à minima a nada. A banda tocava furiosamente enquanto ela se jogava de braços em braços... Ela foi tocada por um arrepio e olhou pra o palco. O vocalista olhava diretamente pra ela, e todos perceberam. Como mágica, ela foi lançada  ao palco e tomada pelas mão dele. Ela sentiu um frio estranho vindo dele. Eles eram iguais. Nenhum queria continuar com nada daquilo. O mundo se tornara um lugar podre, e eles eram vitimas das circunstancias. Se beijaram até o solo da guitarra terminar e ela fugiu dali. O público gritava por Jacob, mas ele apenas encerrou a performance. Algo dele havia sido levado junto com Anna.
Ela correu até seus pés não aguentarem mais. Lamentou ter nascido sentou no chão sujo da rodoviária.
Não sabia o que estava acontecendo, não ouvia absolutamente nada.
Seus olhos coloridos artificialmente, encontraram aquele estranho dos olhos frios. Se entreolharam até que finalmente ele estendeu a mão pra ela. "Meu nome é Jacob, qual o seu?" disse o estranho garoto com roupas bizarras de mais.
"Anna", disse ela num sussurro quase inaudível. Eles sorriram um pro outro e saíram de mãos dadas naquela noite fria e suja.
Depois de algum tempo, o sol nascia e com ele, vinha uma pequena esperança de vida.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Jacob, o Retardatário

Olhou ao redor do próprio corpo e tentou definir o que via.
As janelas de seu apartamento no décimo terceiro andar estavam escancaradas e o vento tórrido da noite entrava tirando tudo do lugar. Não sentiu vontade de fechá-la. Não sentiu vontade de nada.
Partiu algumas pilulas e fez o seu pó fluir na mente vaga. As visões que agora tinha, eram lindas e gritantes.
Brincava com o vento e o próprio cabelo. Seu sorriso torto, dirigia-se ao espelho partido em três.
Se achava lindo, sem nenhuma luz ofuscante. Recordava de toda a musica que tinha feito, de tanto tempo que havia passado.
Nenhum rosto amigável estava ali agora. O telefone tocava, mas no fundo, quem quer que fosse, sabia que ninguém atenderia. Era tarde demais. Acendeu um cigarro e contemplou novamente o vento nas janelas.
Sabia que aquilo era bom demais pra ser verdade. Fácil demais.
De relance, viu os carros passarem a 200 km por hora nas estradas, infestadas de lixo e gente largada.
Sentiu inveja de cada uma daquelas pessoas, queria estar ali, mendigando um pedaço de qualquer alimento.
Sentiria felicidade ao sentir fome novamente. Ou simplesmente sede. Sentia-se um robô paranoico...
Abriu a carteira e uma a uma, jogou suas notas enfadonhas. Jogou os documentos, as notas fiscais, tudo fora. Abriu uma outra garrafa de vodka e bebeu um gargalo incontido. Lançou o resto pela janela, e foi reprendido por um transeunte qualquer. "Foda-se, você tem muito mais que eu".
Enquanto fazia a fumaça sair em dança de sua boca, finalmente lembrou de algo inusitado.
Resolveu adiar seu destino espatifado um pouco mais. Renegou sua falta de coragem enquanto teclava pacientemente as teclas em seu IOS. Jogou o aparelho de lado, bufou e caiu na cama King Size. Iria ser um sono pesado, de um ou dois dias. Ninguém sentiria sua falta.
Sonhou em nunca mais abrir os olhos, sentia lágrimas escorrerem dos olhos.
Infelizmente, quando acordou, sentindo-se entorpecido, nada havia mudado.
Ligou o som. "Getting away with murder" nos fones rasgantes em sua orelha.
Mais um dia, pensou... Mais um dia...


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Sid

Sid era um garoto normal. Não era inteligente e era tão maleável quanto possível. Ele confundia amor com paixão. Não saberia nunca diferenciar o que sentia pelas pessoas. Tinha um melhor amigo que era diferente dele aos extremos. Tinha tudo que ele queria ter, inclusive amor. Pelo menos assim pensava.
Seus amigos o tratavam bem, mas nunca passou disso. Talvez, nenhum deles seria capaz de fazer por ele algo que mudasse sua vida, mesmo que quisessem. As pessoas que o viam com frequência, diziam que ele era um perdido, que nunca seria ninguém na vida. 
Pobre garoto, que farto de tudo que havia lhe cercado, agora buscava a felicidade na obediência.
Sentia-se deslocado de tudo e todos. Sempre se imaginava como outra pessoa, e sorria. Teria prazer em ser outro alguém.
Seus pais vivam em constante brigas. O amor deles estava demasiado frágil pra suportar a adolescência do filho, junto com seus próprios problemas. Simplesmente fingiam não ver que ele estava apagando aos poucos, por vontade própria.
Ele conhecera uma garota. Tão louca quanto ele. Mas ela sabia da vida, diferente dele. Ela estava apaixonada por ele, mas ele não tinha olhos pra ela. A verdade é que ele não iria admitir que a amava. O que diriam seus "amigos"?
Deixaria que ela queimasse seu amor nos braços de outras pessoas, porque julgava assim ser o melhor.
Ele iria antes, sentir um vazio imenso dentro do peito, para só então começar a admitir a verdade. Queria ela. Sua companhia, seus abraços, beijos e palavras de conforto. Mesmo que essas não fizessem sentido as vezes.
Mas isso não aconteceria antes de muitas tragédias. Mortes, perdas irreparáveis, auto-destruição...
Iria estragar tudo inúmeras vezes. Chegaria a desistir de tudo.
E somente um dia, quando o tempo fosse favorável, iria procurá-la.
Claro, que como todo garoto bobo, que resolve ser o herói de ultima hora, precisaria de um empurrãozinho.
E teria. Teria apoio pra ir atras do seu amor, mesmo que não adiantasse mais.
Mas tudo faria sentido pra ele. Eles seriam a  razão um do outro.
Não importava se hoje, ou amanha, ou ainda depois. Queria estar ali, do lado dela.
A verdade, é que Sid sempre precisou dela. Só não sabia que essa "ela", um dia realmente existiria.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Para Boddah

Minhas mãos doem ao escrever.
É meio complicado com tanto sono. Estou em êxtase.
Luto a cada segundo para manter meus olhos abertos.
Uma ultima linha e me vou. Só mais um pouquinho.
Não vou te encher com a mesma merda que venho há 23 anos.
Lamentações sem fundamento. Essa minha falta de talento em tudo.
Será que vou acordar? Será que alguém vai estar ali, pra se importar comigo?
Aposto que sei o que vão dizer. Talvez alguém se lembre de mim.
Essa maldita dor que não passa. Esse sono que me destrói.
Não lembro quantas pilulas tomei, nem se devia beber com tanta vodka barata.
Meu corpo está completamente dilacerado, mas eu não ligo.
Agora que sou velho e chato, posso me odiar como eu odiava os mais velhos.
Posso cuspir as palavras ao vento só pra elas voltarem todas pra mim.
Eu sinto muito, mas não por morrer. Não mesmo.
Sinto pelas vezes que eu poderia ter feito melhor, ter feito mais.
Não custava um abraço antes de eu sair.
Um sorriso para os esquisitos. Um aceno para a turma da pesada.
Era eu, o pior de todos eles. O mais feio, o menos ilustre.
Uma sátira de personagens mortos, quem diria.
Eu magoei muita gente, assim como fui magoado.
Mas não ligo. Não agora. Não com essa Fome engolindo meus desejos.
Vou me confundir em pensamentos bêbados e indignados.
Deixar todas as feriadas a mostra. Essa emoção doentia.
Quando eu finalmente fechar os olhos, devo descobrir a verdade.
E pra Você, todo o amor que já tive. Toda sorte que não tive.
Sairei sem aceno, sem despedida. Você não vai me ver sofrer.
Afinal, não é assim que terminam todos os dramas hollywoodianos nesse mundo?



terça-feira, 15 de janeiro de 2013

De Quinta

O mundo é estranho e confuso.
A cada tentativa, você se enebria um pouco mais.
Suas tentativas, te levam, ao acaso as duas maiores verdades que existem.
Vida ou morte, morte ou vida.
Andam juntas, mas sempre se separam.
Uma lida com o que você acredita ser lindo, belo.
A outra, pobre injustiçada, lida com o que você diz ser o caos, o fim.
Todos nós aceitamos a inversão de valores propostos pela televisão.
Fácil, vulgar e engraçado.
Mas não podemos nos dar ao luxo de pensar por um minuto sobre a morte.
Você sempre diz que ela é ruim. Você sempre julga que sabe tudo.
Quem é você?
A morte é a comunhão com o seu espírito supremo. O nirvana
Sentir dor é melhor que não sentir nada.
Viva o mundo! Viva a dominação!
Mas todos nós sabemos que ele já acabou.
Todos sabemos que não podemos mais lidar com oque fizemos a ele.
Eu fico com o amor, e aproveito até o dia da morte.
Não a morte do amor, porque ele jamais morre.
Mas a minha, que começa e termina a cada minuto que vivo.