domingo, 16 de setembro de 2012

Sem Encanto

O escuro esmaga as paredes ao seu redor. Agonia.
Nem um mísero sinal de nada vivo; Nem mesmo ele.
Leva os olhos para todos os ângulos, quer tentar entender.
Não há fumaça ali, não há cheiro algum. Exceto um. O do medo.
Impossível dizer se chegou de repente ou se foi num estalo.
Não saberia dizer. Não agora com seu mundo encolhido.
Ele era tão gigante e agora se sente minúsculo...
O sangue parece frio, surreal. Algo novo ali.
Ascende a luz e tudo some. Do lado de dentro, continuava irrequieto.
Com o corpo trêmulo ele coloca as mãos naquele livro.
Vai tentar deixar a magia o consumir novamente.
Precisa disso agora, precisa de algo que o faça acreditar.
Não quer que esse frio permaneça rodeando ele.
E lá fora, está tão quente...
 

2 Confessaram:

Natália Campos disse...

Agonia bem escrita, meu caro.

Por que você faz poema? disse...

O cheiro do medo
é o que mais me impregna.

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