sábado, 16 de junho de 2012

Um Sábado Qualquer

Ele abriu os olhos calmamente e aos poucos foi acordando de um sonho bom. Notou que não estava só, mas não sabia quanto tempo havia passado. A garota que estava ali tinha os cabelos curtos e vermelhos como o sangue. Ele sorriu. Ela deixou escapar um pequeno sorriso, daqueles que quase não saem. Ele reconheceu a si mesmo ali. Parecia que tudo estava no seu devido lugar. As paredes que os cercavam eram ricas em cores e cheias de decorações fantásticas. Corujas, cofres, caixas, bonecos e tudo o que podia se imaginar. Dois leões encaravam qualquer um que ali estivesse. Ela adora leões. Tanto, que as vezes, ele sentia um pouco de ciúmes por não saber do que ela sempre lembrava. Ali, naquele lugar particular -Um dos poucos que compartilhavam à sós- eles eram o rei e a rainha. Dividiam tudo e tanto, que nem havia distinção do que era de quem. O amor representado em cores, sabores, cheiros, vontades e desejos. A cada nova cena, realçavam o que sentiam. O mistério e a vontade dos dois, exalavam um cheiro quase que divino. Os deuses que reinam sobre qualquer lugar, sentiram gosto em apenas observar. Deixaram então que suas criações se unissem mais uma vez. Talvez eles nem existam mas continuavam a olhar. E lentamente, eles se levantaram. Beijaram-se docemente e deram um sorriso juntos.
Se amaram e deixaram que suas vidas continuasse interligadas, com pequenos fios de alma. Indestrutível.

1 Confessaram:

serra de alencar, gabriela disse...

Adoro descrições assim, leves, mas que refletem com perfeição o que deveria ser dito.

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