sábado, 17 de março de 2012

Jimmy(Ou qualquer outro)

Com o dedo no gatilho, ele atirou num clique seco. Sentiu algo estranho, revogado.
Pensou ter finalmente conseguido, mas quando ouviu a bala cair no chão, viu que tinha se frustrado mais uma vez.
Pegou as sobras dali e correu pra escondê-las. Mas pra que? Ninguém nunca deu à mínima, agora não seria diferente.
Rastejou pela sala e implorou para que seu violão tocasse outra canção. Seus olhos estavam cansados de chorar. A música o deixava calmo, mas também triste. Ele gostaria de ser forte, como outrora pensou ser. Como pensaram que fosse.
Na verdade, não passou de um truque de sua mente. Seu pecado era imenso, mas ele sabia que um dia seria perdoado. Ele almejava isso.
Um dia quem sabe, seria dado a ele a dádiva de poder morrer enfim. Ele iria finalmente se sentar em um lugar tranquilo, fechar os olhos e jamais abri-los.
Sua dor iria passar, e sua asas voltariam a crescer...
Naquele dia, o garoto percebeu que não era mais o mesmo.
Algumas dores jamais se curam, mas elas sempre te deixam  mais forte quando você se recupera.
Com "fé cega, e pé atrás" ele seguiu seu caminho, pelas encruzilhadas da vida.
Vida essa, que poderia ser bem diferente do que ele pensava.

2 Confessaram:

Ana Luiza Cabral disse...

Que bonito, moço!
Tem nostalgias que é tão bom de se ler... Um beijo!

TaTa disse...

Morrer é preciso.
Mas matar é necessário.
Sentimentos mantidos dentro de corpos errados, nada mais. A alma é uma só, ainda que desfragmentada.

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