quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

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Ele veio, como a cegueira. Nunca esperou por ninguém. Agora, não é diferente.
Todos os lugares que olho, eu vejo. Conto números, junto nomes, rabisco daqui e dali.
É sempre o mesmo progresso (regresso). Nada muda, nada evolui. Eu sou sempre o mesmo.
O tardio amor, próprio ou não, me rega com o que tem. Faço disso meu regojizo.
Levanto para o céu (paraíso não) e jogo minha alma ao levante.
Certas vezes, quando eu alcanço a soma, me perco em espelhos jogados.
Um caco que cisma em entornar meu copo.
Coisas boas acontecem com todo mundo, sem distinções. Cabe à nós saber quando elas vem.
Com meus pés e com nossos sentimentos, construo o agora.
Nenhuma lei vai impedir de nos aproveitarmos ao máximo.
Faça as contas, quanto dá a soma de suas vidas?

2 Confessaram:

Naírla Silva disse...

Qnto dá a soma da minha vida? Boa pergunta.

bjs

http://coposcheiosdevodkaerocknroll.blogspot.com

Ana Luiza Cabral disse...

É como construir o nosso agora, realmente. E é uma boa reflexão quanto a soma de nossas vidas!

Essa representação da nossa vida, esse encontro de todos os pensamentos. Bonita forma de pensar, parabéns! Estou a seguir, aqui e no twitter! Um beijo.

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