domingo, 30 de outubro de 2011

No Escuro

O livro queimou.
Suas cinzas me enegreceram e fizeram do meu peito agonia.
Cada lágrima que eu não derramei.
Cada palavra que não voltou para os meus lábios.
Cada palavra que não saiu...
Todas as vidas que eu não vivi(morri).
Eu sopro a morte dos meus longinianos sonhos.
Ela descansa em paz sobre mim.
Sua capa me envolveu e me decapitou.
Utopia.

3 Confessaram:

lucass repetto disse...

Sensacional a atmosfera dos teus manuscritos.

Fragmentamo-nos a todo o instante devido a vários objeções que fazemos desta (não)vida interna!

Cristiano Marcell disse...

Muito bom, meu caro!Muito bom!

C. disse...

Eu amei. :)

Postar um comentário