sábado, 1 de outubro de 2011

Força (quebrada)

O frio do chão me consola. Nada muda assim.
Palavras são jogadas na parede, todas na minha cara.
Retiro da alma tudo que me consome.
Volta à mim, façanha quase fácil.
Queimo a eternidade. De novo.
Os avisos insanos, repetidos constantemente.
Sem mais um par de asas, o que me resta é cair.
O caminho para a queda é tão longo quanto o do topo.
Penso, incontidas vezes, sobre o mesmo assunto.
Desenhos mal trassados, rabiscos que não vão sair da (minha)mente.
O que eu quero é simples, mas complicado.
Nenhuma imagem nas nuvens irá me salvar agora.
Não posso aceitar, não vou aceitar.

2 Confessaram:

TaTa disse...

Oh, meu caro...
Que tem nas mãos algo que não é capaz de suportar.
Tão grande quanto fraco.
Obscuro e impalpável.
Somos assim, as vezes medo, as vezes coragem.

Cristiano Marcell disse...

Belo poema,meu caro! Conseguiu me angustiar enquanto o lia!

Muita paz!

Postar um comentário