terça-feira, 19 de julho de 2011

(Re)Conforto

É quando você perde o rumo que as coisas se ajeitam.
Quando deixa pra trás a vida que não te pertence.
Cada face imunda que chegou um dia a te contaminar.
Por que ninguém que se diz melhor que você, sabe o que está falando.
Sempre que alguém se acha perfeito, logo chega ao declínio de toda imperfeição.
E somos ou não feitos disso? Terror e impunidade?
Levar a sério as coisas que realmente são verdadeiras.
Não importa o quanto falem que você mudou.
O mundo sempre é cruel, mas também sabe te ofertar o bem.
Agradeço o amor que ele me deu, e também todos os males;
Sem eles, teria eu aprendido? Teria feito o que fiz?
Criar para si, um mundo onde se queira viver, a seu modo.
E a força que ganhei com isso, é a vontade de não desistir.
Da própria vida, nunca, não de novo.
Por que o amor sempre é maior. Seja quão clichê isso for.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

De Novo e de Novo, Sempre Outra Vez

As sombras voltaram. Ferem e implicam em dor.
Todo ferimento que havia se curado, dilacerado junto com a pele.
Fraco, impotente.
Tentando ser aquilo que poderia se tornar.
Rosto pálido e gélido, não pelo frio, mas pela abstinência.
Vontades sublimes de vôos longos, profundos.
Junto com a visão turva, um meio sorriso.
Alastra-se pela minha alma e tenta me acordar.
Talvez um dia eu mude.
Talvez um dia, eu confie mais em mim do que em você.