quinta-feira, 3 de março de 2011

Sempre, sempre.


Sinto o rubor em meus olhos.
Sua pele está gritando comigo, de uma maneira torrencial.
Um mundo paralelo é aberto e ficamos imersos nele.
Aparelhos humanos tentam dar vida a um momento único, que se repete sempre.
Quietos por causa do próprio universo.
Apenas sussuram ordens que não serão cumpridas.
Um resto de calor, que é cobiçado aqui, ou lá.
O sono abandona aqueles que o despista.
Risos líricos, que despertam inveja, mesmo que involuntária.
Vendo o passado e imaginando o futuro, ficam eles, os dois a espreitar.
Recebem o que não buscaram, falam mais do que deviam.
Sentem, um pelo outro, o que poucos conhecem de verdade.
O que pode ser incondicional, o que não cobra nada.
Dando sempre o que o outro quer, sem ao menos imaginar.
"Quem mandou você ler mentes?"

4 Confessaram:

Tamiris disse...

Ótimo. Momentos imortalizados com palavras de igual modo subestimadas.

coisasdelouco disse...

Como expressar tão belas emoções sem encontrar as metáforas correspondentes? E como entendê-las sem ler as entrelinhas?

E o mundo paralelo é o presnte que receberam e nao se negaram...

Lindo demais: o sentimento e forma com que foi compartilhado! E, não, não sinto inveja... Não conscientemente rs

beijocas-fãs

L. S. Dias disse...

Vejo um tom "CaioFernandiano" em seus textos e isso é ótimo. Parabéns!

Curiosa disse...

gostei muito de teus escritos, Marcus ...

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