quarta-feira, 2 de março de 2011

Cálices Soberbos


Quieto, calmaria lá fora.
O desejo está a poucos minutos daqui.
Agora, o sol é apenas uma lembrança entre nós.
Não fere a pele como fogo de uma “supernova”.
Descansa, aguardando o seu momento. Sua magnitude logo será vitoriada.
Um requinte em estar assim, doce e sutil.
Sentimento claro, com tons de um abraço agridoce, respaldando alegria.
Finge que não ouve o badalar do relógio.
Perde a hora de propósito.
Escuta as reclamações, não desfere sequer uma palavra pra se defender.
Emaranha seu corpo meio aos próprios braços e sorri, calmamente.
Ama a si mesmo. Conhece o amor, graças a uma pessoa única essencial em sua vida.
Nesse momento, ela dorme. Pode-se imaginar onde está com a cabeça.
Uma terra mística, cheia de cores, de tudo o que buscam.
Um simples toque para mudar tudo.
Lindos são seus olhos encarando os meus.
O momento eternizado na memória, agradecido freqüentemente.
Usamos da “raiva” para aliviar tensões.
Que o aroma selvagem da natureza descanse, fazendo que a “ira” seja passageira.
Seu rosto, meu rosto, do jeito que deveria ser.
Do jeito que (sempre) é.
Aceitaremos o que os anjos não dão de presente.

5 Confessaram:

Poeta da Colina disse...

Ter a noção de quanto tudo isso pode ser raro.

Lívia disse...

que lindo!

Nanda disse...

Ah, essa mania que a memória tem de eternizar momentos..

Às vezes dói,mas relembrar um momento é sempre vivê-lo de novo.

beijo!

L. S. Dias disse...

Ótimo texto, Marcus, meus parabéns!

Tamiris disse...

De repente, amparada em suas palavras de igual modo me sinto em seus braços.

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