quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Desprender


A árvore da vida morreu. Ela não está mais ali.
Calo-me e fico ligeiro com minhas dúvidas.
Agora, os castigos não suprem ninguém.
Entre o momento da queda e desejo, respingos de dor; Leves Karmas.
Pioram a cada vez que ressurjo. Sendo o bem ou o mal.
A importância que é referida dói, rasga.
Cruel como uma noite boa e passageira.
Salto na sua direção. Com o levantar das mãos você me para.
Entendo que agora não.
Somos catástrofes descartáveis. Somos gratos por isso.
Escuto o que preciso, não o que quero.
A dor transforma os machucados e cicatrizes em músculos esplêndidos.
Logo serei forte o suficiente. Mais do que agora. Mais do que nunca.
O mesmo insano.
Deixo minhas pedras no chão, agarro-me a mim.
Prazer não escolhido, benção inegável.
Neblina cobre o mundo e salva todos.
Eu nunca soube por que os cortes doíam tanto.
O pulsar continua vulgarizado, estremece a dor.
Preparo agora, minha própria dívida.
O medo fugiu de mim quando eu te observava.
Enfim, existe a eternidade.
Nossa eternidade.

3 Confessaram:

| TaTa | disse...

AMADURECENCIA. Como disse nosso querido, F. Anitelli, de ontem em diante seremos o que somos nesse instante!

***MissUniversoPróprio*** disse...

Nossa! Forte, puro e profundo. Gostei! Abraço.

Velha da Lua disse...

Foi muito poético, mas muito real. Tem toda uma seqüência. Muito bem elaborado.

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