segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Surreal e raro

De maneira caótica, porém real.
Como devia ser, e é.
Provas apresentadas, que nunca foram questionadas ou exigidas.
Irracional, como quase tudo que realmente importa.
Sentir, e não pedir.
Ter sempre, e ainda assim, não o bastante.
Saber tudo, e mesmo assim não querer saber.
Doce, com a dose certa de amargura.
Rejeitar, só pra poder agarrar de novo.
Elevar-se com o gosto, e depois esperar pela queda.
Amar, mesmo que com fúria desnuda.
A consciência que tem, e a “mão que balança o berço”.
Um do outro, cada um do seu próprio lado.
Gatos crescidos, com um “que” de guardiãs.  
Com ou sem um céu estrelado a nos esperar, aqui estamos.
Um pelo outro. Mesmo com as asas arrancadas.

Fragmentos contemporâneos

Levantei e fui embora. Não me lembro pra onde, mas sei que fui.
Estava sozinho, procurando o que na verdade, não sabia nem o que era.
Quando aclamou uma desordem total, quando se fez de tolo, foi aí que caiu.
Desistiu de procurar.
As convicções que tinha foram facilmente derrubadas, sem esforço algum.
Tentou se lembrar de quando isso foi diferente, mas foi em vão e inútil.
Pedaços de rostos e rabiscos contemplavam um homem velho e falido, que vagava por aí, rodeado de pragas sarcásticas e com um humor tenebroso (a teoria dos 27  te diz algo?).
Reinava sobre ele, um frio intenso, que era comumente descontado (ou descartado) em quem talvez não tivesse culpa.
Fez-se de desentendido, quando sabia na verdade o que todos queriam dizer.
Impulsionado por uma fascinante novidade, que não procurou, mas que mesmo assim encontrou, resolveu deixar todas essas tolices e birrinhas pra trás.
Resolveu fazer o que queria, se livrando de tudo o que não era necessário. Descobriu quem era só pra poder se tornar de propósito.
Não se arrepende, porque tudo tem seu exato momento, como o sol poente ou nascente. 
O frio que antes tocava os seus pés, hoje apenas deixa em chamas o seu pobre, enegrecido, e complicado coração. 
Ama e odeia as coisas, em proporções exatamente diferentes.

Filosofando épocas

É inevitável não pensar neles. Alguns se foram, outros jamais nos deixam.
Às vezes, o simples fato de terem ido (seja lá pra onde) provoca lágrimas, que escorrem e teimam em não cair.
Faz corroer por dentro, se perguntar quando tudo saiu do controle.
Um fato inerte, que implica em muito mais do que podemos explicar.
Estava aqui, do lado de dentro, e agora finge que não importa mais.
Não há nada de errado e às vezes soa engraçado isso, pensar que o que era tão presente, agora não aparece nem pra "dar as caras".
O pensamento que me vem é simples: Será, mesmo que momentaneamente, se sentem assim também? Sinceramente não ligo. O que importa, é como você se sente. Se agir conforme tu falas, então você deve ter a razão.
Os que realmente importam, jamais vão. Esses além de não irem embora, não te deixam pra trás.
Mas esse sou eu, eu posso estar errado e tudo pode ser uma grande e terrível tragédia.

Absoluto vermelho

E como não começar, senão por ele, o vermelho?
Aquele das noites aconchegantes e eufóricas. Aquele que acima de tudo, sempre foi espontâneo.
Descrevê-lo é como pegar o céu entre as mãos, você pode até tentar,
mas sabe que não vai conseguir.  Ganhará apenas a sensação
de abraçar o ar, e reconfortar-se com um amontoado de emoções.
Me fez entrar em outra dimensão e não querer voltar, mas continuar ali, para que a cada dia,
os impulsos que nos controlam, revelassem ser o que sempre foram: O que demorou pra assumirmos que era, que é.
Carinho e companheirismo, que com um toque místico de coração, cria uma bolha que nos envolve, fazendo todos pensarem (inclusive gatos e corujas), que não pode existir algo melhor, e se existe, afaste-se, pois, não queremos conhecer.
Trouxe-me a tona a verdade, a minha verdade, levando todas as mentiras pra longe, fora do alcance do meu velho radar. Se perguntar, vai saber, é assim que funciona.
Sincero, como um amor entre crianças.
Quero mais e mais, sempre, dessa cor infinita, que hoje, além de ser a dona do meu melhor sorriso, me tem por inteiro.
Recíproco.
Corpo e alma.