sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O que (sempre) você vê. O que (sempre) foi.

Aquele que mesmo com uma ordem, não te deixaria em paz.
Correria, sem descanso, por um penhasco infinito, só pra poder te alcançar.
Rasgaria em pedaços todos os seus "eus" somente para poder ver um sorriso teu.
Um guerreiro apaixonado por sua Valkiria, de um modo celestial.
Sua espada foi feita com o sangue da alma.
O alimento dele, era nada mais, nada menos, que o seu amor.
Nunca existiu um estilo para isso. Nem um nome.
Criou-se então, um amor infinito.
Um mar de sentimentos, insubstituíveis.
"Eu sou ele, assim como você é ele, assim como você sou eu. E nós, estamos todos juntos".

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Lua Sincera e Diabólica

O delírio surgiu em mim. Reinou como um diamante sobre a guerra.
Nenhuma palavra condizia com a atitude.
Fraqueza, impureza, fracasso.
Uma repugna sobre algo infame, falível.
Quebrei meus passos, todos eles curtos.
Os pedaços de minha alma, já não são todos certos.
Encaixes contraditórios. Ilusão fragmentada.
A real luta, lustrada em sangue e chocolate.
Nenhum anjo me alcança mais, nenhuma oração vai me proteger.
Poucos acordes, fúnebres e cheios de dor.
Quero o velho novo. Quero que meu corpo seja abduzido pelo teu.
Me proteja de minha vergonha e destrua minha ira. 
Hoje, me aboli de mim mesmo. 

domingo, 30 de outubro de 2011

No Escuro

O livro queimou.
Suas cinzas me enegreceram e fizeram do meu peito agonia.
Cada lágrima que eu não derramei.
Cada palavra que não voltou para os meus lábios.
Cada palavra que não saiu...
Todas as vidas que eu não vivi(morri).
Eu sopro a morte dos meus longinianos sonhos.
Ela descansa em paz sobre mim.
Sua capa me envolveu e me decapitou.
Utopia.

domingo, 9 de outubro de 2011

Ele, Ela, E Suas Asas

- Sente-se aqui, vamos conversar um pouco.
- Você é tão humano...
- Porquê diz isso?
- Podemos nesse momento voar por ai. Ainda assim, você prefere se sentar pra conversar.
- É que assim, terei mais de sua atenção.
- Somos telepatas. Se eu realmente quiser, você será meu único ponto de interesse.
- Talvez, mas nesse momento, creio não ser.
- Não há nenhum mal nisso.
- É o que você diz agora.
- E não foi sempre assim?
- Não, e você sabe disso. Eu costumava a te suprir.
- Mas você supre. É que vezes, prefiro a solidão à qualquer coisa.
- Eu não sei o que dizer.
- Não diga nada. Apenas aceite.
- Ainda assim, somos nossos?
- Sim. Somos nossos, não importa como.
- Anjos não deveriam se apaixonar.
- Somos muito mais que meros anjos.
- Nosso amor é mais que um simples amor.
- Exatamente.
- Pra sempre.
- Mais e mais...

sábado, 1 de outubro de 2011

Força (quebrada)

O frio do chão me consola. Nada muda assim.
Palavras são jogadas na parede, todas na minha cara.
Retiro da alma tudo que me consome.
Volta à mim, façanha quase fácil.
Queimo a eternidade. De novo.
Os avisos insanos, repetidos constantemente.
Sem mais um par de asas, o que me resta é cair.
O caminho para a queda é tão longo quanto o do topo.
Penso, incontidas vezes, sobre o mesmo assunto.
Desenhos mal trassados, rabiscos que não vão sair da (minha)mente.
O que eu quero é simples, mas complicado.
Nenhuma imagem nas nuvens irá me salvar agora.
Não posso aceitar, não vou aceitar.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Sentimento Sem Nome

Outra dose.
Seja do que for. 
Te preciso e quero.
Não me deixe cair no sono sozinho, me envolva com tuas asas...
Faça que esse gelo inebriante suma de mim. Eu sei que pode.
Diga às tuas mágicas que me circulem, suspire aos ventos que me ama, me faça ouvir.
Por mais claro que seja, sozinho não vale nada.
Deixo essa tarefa, à de destruir a Terra, para todas as almas que não mais se importam.
Minha alma luta e quer desesperadamente viver.
Quer incansavelmente e unicamente, você.

terça-feira, 19 de julho de 2011

(Re)Conforto

É quando você perde o rumo que as coisas se ajeitam.
Quando deixa pra trás a vida que não te pertence.
Cada face imunda que chegou um dia a te contaminar.
Por que ninguém que se diz melhor que você, sabe o que está falando.
Sempre que alguém se acha perfeito, logo chega ao declínio de toda imperfeição.
E somos ou não feitos disso? Terror e impunidade?
Levar a sério as coisas que realmente são verdadeiras.
Não importa o quanto falem que você mudou.
O mundo sempre é cruel, mas também sabe te ofertar o bem.
Agradeço o amor que ele me deu, e também todos os males;
Sem eles, teria eu aprendido? Teria feito o que fiz?
Criar para si, um mundo onde se queira viver, a seu modo.
E a força que ganhei com isso, é a vontade de não desistir.
Da própria vida, nunca, não de novo.
Por que o amor sempre é maior. Seja quão clichê isso for.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

De Novo e de Novo, Sempre Outra Vez

As sombras voltaram. Ferem e implicam em dor.
Todo ferimento que havia se curado, dilacerado junto com a pele.
Fraco, impotente.
Tentando ser aquilo que poderia se tornar.
Rosto pálido e gélido, não pelo frio, mas pela abstinência.
Vontades sublimes de vôos longos, profundos.
Junto com a visão turva, um meio sorriso.
Alastra-se pela minha alma e tenta me acordar.
Talvez um dia eu mude.
Talvez um dia, eu confie mais em mim do que em você.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Jardim Selvagem


Chegou o solstício do inverno.
Agora, as pétalas florescem simplesmente por prazer.
Almas queimam com cada dor não dita, não percebida.
Incontáveis mitos quebrados, destravando todos os possíveis venenos.
Só irá te satisfazer aquele que queres realmente.
No silencio, no olhar ou num simples toque.
Amo, esse meu presente, dado pelos deuses.
Bela como um girassol, que tanto ama. Uma ninfa em todo seu esplendor.
Ela faz-me feliz, tal como ninguém fez,faz ou fará.
A certeza disso revela-se no sangue, no laço que não se quebra.
Nenhuma promessa, exceto aquela já foi cumprida.
O sol, já não fere tanto a pele, mas é na noite que achamos um caminho.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pouco Tempo Para Tanto

Te ter me basta, faz-me satisfeito.
Fechei todas as minhas portas e janelas, por que não haveria modo de expressar esse iluminado sentimento com elas abertas.
Seu sorriso me torna são de tal forma, que dificilmente poderia ser comparado a qualquer coisa.
Quando estou perdido em mim mesmo, é você que me salva, sem se importar com a minha sujeira.
Poderia continuar sem tudo o que possuo, sabendo que tudo isso não é meu de verdade, mas não sem você.
Seria como viver tendo apenas o sol e se esquecendo da lua. Como uma tatuagem incompleta, sem pretensão de terminar.
Nossos céus são colididos todos os dias, renascendo com um simples toque, ou com um olhar.
Apenas agradeço por quatro estações passadas juntos, aproveitando cada pétala que caía das arvores, ou cada flor desabrochando lentamente.
Almas separadas todas as vidas, somente para ter o prazer de se encontrarem novamente.
Por você sim, eu dançaria tango no teto.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Supernova


A cada coração quebrado, uma nova Alma nasce.
Ela canta sinuosamente pela alvorada até o momento de entrar para seu novo lar.
Todos os ventos são opostos quando se vai contra a maré.
O Sol chora. A Lua sorri.
Uma conversa íntima, não quer dizer que se tenha intimidade.
Qualquer oração te salva, quando se tem fé.
O momento oportuno nunca é esperado, e sim, feito.
Cala-te docemente, até o dia em que morrer.
Partir sem vestígios, esperando uma nova vida.
Essa explosão ressalta o que pode se tornar. O que é.
Apenas um vulto encobrindo o grande Azul visto de cima.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Domínios


O domínio sobre o Fogo só vai até onde o Gelo permite.
Esperto como é, o Gelo sabe que é somente até o vento que pode ir. 
Cada sopro do Vento se interrompe ao chegar à Terra.
Quanto mais rasga o rosto, mais eleva sua vontade.
Nenhuma estrada é longa o bastante a ponto de não valer à pena.
Algo como pétalas invisíveis de flores que ainda não nasceram, assim, não podem morrer.
Rezo e rogo, por você e por mim também.
Nenhum dos sete pode ser tão forte quanto à gente, podemos despachá-los rapidinho.
Aproveitamos o melhor de cada um, sabendo que tudo tem o seu lado bom.
Nem anjos, nem demônios. Coisas simples, frágeis.
A cada novo amanhecer a certeza de que te quero mais, de que sem você, nada tem graça.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Crônicas de um Apaixonado, Pt 3

Puxei-te pela mão o mais forte que conseguia. Os passos atrás de nós eram rápidos e tinha um tom de “marcha” como se fossem soldados ou coisas assim. Eram eles, eu tinha certeza. O homem de branco disse que seriamos caçados, em todos os lugares que estivéssemos.  Jamais nos deixariam em paz, tínhamos ouvido isso a menos de duas horas e agora estávamos aqui, desconsolados.
Eu não deveria ter voltado, devia ter cuidado de você e não ter sido tão egoísta a ponto de querer te tocar outra vez. Mas não me importo, você está do meu lado e isso me deixa forte.                               
Era isso que queríamos certo? Ficar juntos, não importava como. A cada segundo que passava seu coração batia mais forte e eu podia sentir o medo em seus olhos. Meu corpo queimava com um fogo mais denso que já tinha visto. Sentia toda a força que ganhei quando morri, mas me sentia vivo.
Chegamos a um lugar escuro, sem saída aparentemente. Você está fria, não posso sentir seu toque direito. Talvez seja porque eu estou quente demais.
O desespero tomou conta de ti, não consigo entender porque, estávamos juntos, podíamos fazer tudo. Nossa força era capaz de derrotar exércitos, eu tinha certeza disso. Mas você não. Eu podia ver que estava com medo. Seu corpo estava congelando e você não tinha nenhuma confiança em mim. Depois de tudo. Isso me enraiveceu, eu havia morrido e voltado só pra ficar com você. Provavelmente, as forças do inferno estavam atrás de mim, e você com essa cara.
Parei e te joguei pro canto com brutalidade. O barulho que fez, parecia de pedras se quebrando, mas eu não liguei. Virei pra encarar seja quem for que estivesse ali, tinha que mostrar a minha força, isso faria você ficar mais confiante. Eu queria ver seu amor de novo, aquele sorriso encantador que sempre me deixava tão feliz, hipnotizado.
Eles chegaram calmos, porém com um olhar de severidade. O que estava na frente, provavelmente o líder, ordenou que os outros ficassem quietos. Encarei-o como quem encara a própria morte, e de fato, não há muita diferença eu acho. Olhei de relance pra você. Seus olhos estavam vagos, em outro mundo. Senti uma ira terrível e me joguei pra cima do primeiro homem, o que estava na liderança. O bater de nossos corpos foi uma explosão. Senti os ossos dele se quebrarem enquanto eu batia com toda força.
Os outros ficaram imóveis, inexpressivos. Aquilo não fazia sentido. Eu estava sozinho e eles não eram mais. Porque não simplesmente entraram na briga?
O líder caiu e eu senti tamanho prazer em jogá-lo sem vida, inerte pro chão. Os outros se encaravam, mas não senti medo em seus olhares, pelo contrário, eles estavam até confiantes de mais. O próximo veio e eu o derrotei. E o próximo, e o próximo, e o próximo, e o próximo. Não restou nenhum ali, só eu e você. Você continuava inexpressiva, pálida no em seu canto.
Foi aí que percebi que tinha alguém mais ali. Um homem grande, vestido de preto. Ele era muito atraente, mesmo pra mim. Ele era exatamente como o homem que havia dito que seriamos caçados, exceto pelo cheiro. Esse cheirava a podridão, a morte. Seus olhos eram vermelhos e profundos e ele caminhava com tanta elegância que nem percebi que ele estava a menos de um metro de mim. Mal reagi. Ele Olhou pros meus olhos e me pegou pelo pescoço. Levantou meu corpo com tanto facilidade que parecia estar mexendo com papel.
Apertou meus ossos com força e eu gritei agonizando. Olhou pra mim e começou a falar docemente e tão despreocupado, que nem parecia que ia me matar em segundos. “Você foi avisado, não foi? Achou que ia quebrar as regras e tudo ficaria bem? Odeio vocês, recém chegados que acham que podem fazer o que quiserem.” encerrou e me jogou para o chão.
Ele caminhava em sua direção e estava com um olhar tão malicioso, que eu podia cheirar a maldade ao seu redor. Rangi os dentes de raiva e me joguei pra cima dele, inútil. Não consegui tocá-lo. Ele era rápido demais, apenas se movimentou um pouco e me despachou novamente para o chão. Novamente, começou a me falar e eu fiquei impressionado com sua voz. “Ela é minha por direito, nada que você faça vai fazê-la voltar pra você. Será que não percebe em seus olhos que ela não está mais aqui? Sua alma já está agonizando no inferno há tempos, e seu corpo me pertence. Darei a você duas opções: 1º Junte-se a mim, e talvez eu deixe você brincar com ela de vez em quando. 2º Venha mais uma vez me atacar e vou quebrar seu espírito e não vai ter lugar pra ir, afinal, não pode voltar pro céu, tendo caído. Sem espírito, somente o inferno lhe resta. Então, o que vai ser?” Terminou a frase com aquele sorrisinho de pura maldade e me encarando. Não podia acreditar no que tinha ouvido. Você tinha me deixado, depois de tudo que fiz pra ficar ao teu lado? Já não fazia mais sentido continuar.
Eu decidi morrer de vez, e agonizar pra sempre no inferno, afinal, nada tinha sentido se fosse sem você. Eu não poderia aceitar seu corpo, porque não era ele que eu amava, era seu coração, sua alma. E ela estava despedaçada, assim como eu.
Eu fechei os olhos e pedi por uma luz. Rezei, mesmo sabendo que eu não era exatamente uma pessoa de fé. Lembrei do momento em que descobri que tinha morrido que jamais tocaria você de novo. Pensei na pessoa que tinha me matado, com um tiro nas costas. Eu o perdoei, rezei pela sua alma. Naquele momento eu o vi, era um cara desesperado com a vida, pai de cinco filhos, desempregado e com a mulher doente. Liberei minha alma, pra que ela ficasse pura e joguei nele todos os sentimentos bons que eu tinha. Senti que ele estava feliz em casa, que tinha arrumado um emprego. Seus filhos brincavam e sua mulher estava curada. Alegrei-me ao ver ele ajoelhado, rezando por mim e pedindo perdão a deus.
Uma força me envolveu naquele momento, uma energia pura e verdadeira. Senti os olhos do homem em mim. Vi os teus olhos e caminhei em sua direção. Ele pulou pra cima de mim e tentou me atacar. Eu senti pena dele. Um mero servo de diabo, que não tinha controle da própria alma. Minhas asas cresceram e brilhavam num tom de azul celestial. Puder ver que ele ficou com inveja delas. Eu novamente senti pena e compaixão, aquilo parecia me dar mais forças. Apenas o chacoalhar de minhas azas fizeram o homem de preto voar pra longe, blasfemando e gritando coisas que eu não entendia.
Eu apontei e ele se calou. Peguei-o nos braços e ele chorou. Fechei os olhos e rezei por ele, enquanto sentia que ele se tornava cinzas. Pedi que deus desse uma nova chance para sua alma.
Olhei pra você e vi que continuava a mesma, sem nenhuma emoção, somente o medo em sues olhos. Te chamei, gritei seu nome, nada adiantou. Implorei pra que você voltasse a ser o que era antes. Senti lágrimas descerem de meus olhos, você estava inerte com aqueles olhos vagos e profundos... Ouvi uma voz em minha cabeça. Olhei para os lados e não vi ninguém. Perguntei quem era, mas não obtive respostas. Chamei por deus, queria que ele me amparasse. Uma benção caiu sobre mim e quando me virei só vi uma luz, mal conseguia me manter de pé, então me ajoelhei. A clareza e o cheiro de paz se aproximaram de mim e me tocou. Ouvi uma voz em minha cabeça e apenas me deixei levar pela paz que me envolveu.
“Você perdoou o homem que te afastou de seu amor, liberou uma alma vingativa e negra e mesmo assim não percebes o que aconteceu não é? Filho não poderá ficar com tua amada agora. Você se foi do mundo dos homens e eu te escolhi para que a proteja, já que tem tanto amor por ela.” Sua voz era clara e verdadeira. Eu apenas pensei no que eu queria falar. Pensei em como era importante pra mim a felicidade dela, que seria capaz de qualquer coisa para ficar do lado dela. “Serei sincero com você, filho. Eu sou onipotente, criei tudo o que você pode imaginar, e ainda assim, não posso juntar vocês dois. Responda-me uma coisa filho, e quero que seja sincero. Seria capaz de qualquer coisa pra viver novamente com ela?” Sua voz em minha cabeça me tranqüilizou e aos poucos fui assimilando o que tinha ouvido. Tudo eu disse. Qualquer coisa pra fazê-la feliz e poder viver em paz ao teu lado. Eu senti que ele sorriu pra mim e me tocou com um abraço. Sussurrou em meu ouvido e me encheu de alegria escutar tuas palavras. “Tem uma coisa que pode ser feita, mas terás que agir sozinho. A alma dela está presa nas profundezas do inferno. Se você conseguir tocá-la, ela voltará a habitar o seu corpo, e assim, ela poderá sorrir e sentir seu amor de novo”.
Minhas asas se ouriçaram e eu ergui o peito com coragem. Olhei nos olhos de minha amada e disse em docemente pra ela: “Custe o que custar, vou trazê-la de volta. Custe o que custar. Se deus é por mim, ninguém poderá ser contra”. Ele sorriu enquanto erguia a mão mostrando o caminho que eu teria que percorrer. Enquanto isso eu apenas sorria, por saber que tinha uma chance de sermos felizes de novo. Para todo o sempre.

domingo, 3 de abril de 2011

Lithium

Todos riram dele. Gostaria de dizer a vocês que tudo tinha sido combinado, mas não foi. Talvez assim, fosse mais fácil aceitar. Esses “talvez” matam o ego. Ser sempre deixado de lado, fazendo perguntas pra si mesmo.
As cicatrizes doeram, amarguram e fizeram lembrar-se de tudo. Queria ter memória fraca. Jamais precisaria remoer dentro da alma tudo isso.
Como se a idade não importasse, se o quanto se esforçava pra ser útil não bastasse, afinal, sempre acaba fazendo tudo errado. Além de se machucar, batia na cara das pessoas que o amaram.
Delatava-se sozinho e abrigava insetos dentro de sua barriga. Eles doíam de propósito. Chiavam e provocam somente pra sentir sua pele se dilacerando. Alimentavam-se de dor e angústia, receio e incertezas. Eram fortes de mais.
Escondia a trilha pro seu coração, mas isso nunca adiantou. Você sempre encontrava e me derrotava. Tem o que jamais dei a alguém, e por isso, o peso em suas asas. Sinto por você. Choro por você.  Choro por mim.
Assim, cava sua tumba e prepara desde já pra seu funeral. Inventa um epitáfio e desmancha-se na terra, com amor, com fúria e com mil duvidas.
Os dias deviam se prolongar quando se tem um amor puro, que te entenda e te chama no escuro.
Nenhum diário, por mais completo que for, conteria as histórias que guarda em sua alma.
Te amo. Sem mas ou ainda. Apenas te amo.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Cresce, como o Sol a cada dia


Não posso sempre ter razão, mas tento.
Comumente, confundo preocupação com dispersão, o que me irrita.
Gostaria ter poder sobre meus olhos, e fechá-los sem que caísse uma única gota salgada, toda vez que não consigo saber o que pensa.
Minha vida é uma guitarra desafinada, onde cada dia encontro uma nova melodia, pura ou não.
Tento voar, mas a verdade é que mal posso andar.
Respiro teu ar, sempre envolto com carisma.
Permito-me sonhar mais uma vez, aceitando que não sou o melhor, e que na verdade, estou bem longe disso.
Faço do meu chão, uma leve pluma. Calma e derradeira.
Separo de mim as incertezas e reflito sobre o mundo.
Jogo-me em teus braços, sempre que você se joga nos meus.
O mundo fica pequeno quando a mente não é um limite.
Todos os sentimentos que temos e ainda não sentimos o suficiente.
Os gritos que damos um com o outro, em silêncio.
Não consigo parar de pensar em você, não quero jamais isso.
Deixamos que o amor que nos resplandeceu, continue crescendo a cada dia.
Eu faço parte de você e você faz parte de mim.

sábado, 26 de março de 2011

Pra você


Sua companhia me deixa assim, bobo.
Penso poder fazer tudo quando estou ao teu lado.
Você me dá forças de tal maneira que não pode imaginar.
“Uma luz que não produz sombras”, fazendo crescer a cada dia, esse sentimento que alimentamos.
Esse sentimento que nos alimenta.
Ficar do teu lado, mesmo que apenas te olhando, sem dizer uma só palavra, é simplesmente incrível.
Teus olhos de receio, tentando dizer algo.
Minha cabeça girando por dentro, lutando vez ou outra contra o sono.
Só pra poder te aproveitar mais um pouco.
Dividimos paixões que são tão singulares quanto nós mesmos.
É tão fácil estar com você. Basta eu ser eu mesmo.
Não importa onde, sei que daremos um ao outro mais amor.
A cada dia que passa ou a cada suspiro que dermos. Involuntariamente.
Que sejamos eternos, mesmo feitos de carne e osso.
Seremos então, imortais; Um dentro do outro.
O nosso “Pra Sempre”, nunca acaba...